No entanto, hoje sabemos que pai e mãe exercem papéis diferentes, mas complementares, no desenvolvimento da criança. Cada um contribui de maneira única para a construção da identidade, da autonomia e da segurança emocional dos filhos.
A mãe, tradicionalmente associada ao cuidado e à proteção, oferece um vínculo de apego seguro desde os primeiros momentos de vida da criança. Ela proporciona acolhimento, conforto e estabilidade emocional. O pai, por outro lado, costuma incentivar a exploração do meio, a independência e a resiliência. Enquanto a mãe tende a reforçar a segurança emocional, o pai frequentemente desafia a criança a testar os seus limites e a enfrentar situações novas.
Essa dualidade é essencial para um desenvolvimento equilibrado. A interação com a mãe ensina a criança sobre empatia e cuidado, enquanto o relacionamento com o pai a estimula a resolver problemas, arriscar de forma controlada e desenvolver competências sociais importantes.
O desenvolvimento saudável da criança depende da interação equilibrada entre pai e mãe. Enquanto a mãe traz acolhimento e proteção, o pai incentiva a coragem, a independência e a resolução de problemas. Ambos os papéis são essenciais e, juntos, ajudam a formar crianças seguras, confiantes e preparadas para os desafios da vida.
Independentemente da configuração familiar, o mais importante é garantir que a criança tenha figuras de referência que ofereçam amor, suporte e estímulo para o seu crescimento.
Referências
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Lamb, M. E. (Ed.). (2010). The role of the father in child development (5ª ed.). Wiley.
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